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A África é um continente belíssimo e com diversos tipos de animais únicos que só podem ser encontrados por lá. Em meio a tantos animais incríveis, um se destaca por suas cores marcantes e beleza incomparável. No vídeo de hoje nós iremos conhecer um pouco sobre as zebras.

Você já se perguntou como seria sair por aí montado em uma zebra como se fosse um cavalo comum? E se eu te disser que já tentaram até mesmo domesticar as zebras para fazê-las puxarem carruagens?

As zebras são animais pertencentes à família dos cavalos, os equídeos, nativos da África Central e do Sul. Sua pelagem consiste em um conjunto de listras que contrastam entre si, o corpo é branco, composto de listras pretas dispostas na vertical, exceto nas patas, onde as listras se encontram na horizontal. Esses animais são bem sociais e gostam de viver em desde pequenos grupos até em grandes manadas. Uma curiosidade sobre esse animal é que, ao contrário de seus parentes mais próximos, os cavalos e burros, ele nunca foi verdadeiramente domesticado.



                              Zebro - Fonte: Wikipédia

Curiosamente o nome zebra é derivado do nome zevro ou zebro, nome pertencente a um equídeo selvagem que vivia na Península Ibérica até o século XVI, mas infelizmente tal animal já se encontra extinto. O nome foi dado pelos portugueses que chegaram ao Cabo da Boa Esperança no final do século XV, pelo fato das zebras parecerem bastante com os zebros.

As zebras habitam às savanas africanas e são constantemente atacadas por animais ferozes como, por exemplo: os leões que são seus principais predadores. Como defesa, as zebras se utilizam de uma grande velocidade para fugirem (elas podem chegar até 64km/h) além de mordidas e muitas vezes coices, que são tão fortes que podem quebrar as mandíbulas até mesmo de leões. Esses animais, quando ficam mais velhos, começam a escurecer suas listras e, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, eles não são todos iguais. As listras das zebras possuem padrões únicos que os tornam diferentes entre si, esses padrões são utilizados por pesquisadores para reconhecerem seus espécimes estudados.

Tempos atrás acreditava-se que as zebras eram animais brancos com listras pretas, devido a alguns espécimes possuírem a barriga branca. No entanto, evidências embriológicas comprovam que a cor de fundo do animal é preta, e as listras brancas e barriga são adições.

 

Atualmente existem três espécies de zebras conhecidas: as Zebras de Grevy, as Zebras das Planícies e as Zebras das Montanhas. As zebras das planícies são as mais comuns, sendo muitas vezes observadas na grande migração das savanas africanas, juntando-se com outros animais nesse processo.

 

 Todas as espécies sofrem com a caça ilegal e sem limites, além da perda de seu habitat, porém as Zebras de Grevyi e as das Montanhas são mais preocupantes. As zebras das montanhas encontram-se como vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza e, o caso da de Grevy é ainda mais preocupante, sendo classificada como "em perigo" por causa da diminuição da quantidade de água disponível, doenças e competição por área e recursos, além disso, elas estão restritas a uma pequena área de sobrevivência, o que dificulta ainda mais a sua recuperação.

 

Com o tempo aconteceram várias tentativas de domesticar as zebras, sem muito sucesso no entanto. No final do século XIX, a ideia de ensinar as zebras a realizarem trabalhos já feitos por cavalos, mulas e burros era muito popular e até houveram muitas tentativas de fazer isso acontecer. Um exemplo foi a tentativa do zoólogo Lionel Walter Rothschild, que fez um grande esforço para fazer as zebras puxarem carruagens e até mesmo conduziu uma carruagem puxada por 6 zebras até o Palácio de Buckingham, com o intuito de comprovar a viabilidade de tal feito.

Contudo, o zoólogo não treinou zebras para serem montadas, pois ele percebeu que elas eram animais de pequeno porte e não possuíam costas fortes o suficiente para suportarem o peso de um homem adulto. Além do mais, tais animais são muito agressivos pois são nativos do continente africano, onde são constantemente caçadas por predadores implacáveis, como os leões e precisaram desenvolver um instinto de sobrevivência brutal para conseguirem prolongar as suas próprias vidas.